sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A melhor escola...

24/10/2008
Fonte: Correio Braziliense

Maria Irene Maluf *

A escolha de uma escola é algo que sempre trás muita ansiedade à família, seja porque existem muitas alternativas, porque é a primeira vez que a criança ficará longe de casa ou porque queremos selecionar um novo colégio onde nosso filho se adapte melhor e aprenda!

Todas as crianças precisam e devem ter na escola espaço e condições físicas, recursos materiais e humanos, acesso a um currículo e a estratégias de aprendizagem adequadas às suas necessidades pessoais, além da atenção de profissionais devidamente capacitados que se preocupem em oferecer oportunidades reais de aprendizagem aos alunos.

A tomada de consciência sobre a necessidade da escola oferecer uma educação de qualidade para todos, ou seja, praticar a chamada “Inclusão Escolar”, foi um divisor de águas, um marco importante para as famílias, principalmente aquelas cujos filhos têm algum tipo de necessidade educativa especial.

Erra quem pensa que esse movimento apenas favoreceu as crianças com necessidades educativas especiais, sejam elas portadoras de transtornos de aprendizagem (Dislexia, Discalculia), transtornos psiquiátricos (TDA/H, Aspergher, Transtorno Bipolar, etc.), problemas de conduta, ou comprometimentos sensoriais, motores, déficit intelectual, etc. A experiência mostra que todas as crianças se beneficiam no dia-a-dia, pois a educação escolar tornou-se mais personalizada, mais humana e o corpo docente consciente de seu papel profissional intensificou a procura por cursos de especialização e de aperfeiçoamento para melhorar cada vez mais sua atuação.

As famílias das crianças com necessidades especiais, evidentemente, se acautelam muito na hora da escolha da escola, pois precisam se assegurar de que esta tem condições de ofertar os recursos físicos, pedagógicos e profissionais indispensáveis para que seus filhos se sintam respeitados e que lhes sejam de fato oferecidas oportunidades múltiplas de aprendizagem compatível e estimulante para ampliar seu potencial.

Já na primeira entrevista, devem procurar averiguar até que ponto o profissional que os atende conhece sobre a necessidade especial de seu filho, quanto parece interessado em continuar se informando e qual a atitude que a escola assume perante a atualização profissional continuada de seus professores. Tais práticas são de uma importância vital não apenas para as crianças, mas também para o professorado, pois na sua formação dificilmente são preparados para lidar com tais alunos.

Apenas conhecendo os diferentes transtornos de aprendizagem e as técnicas de manejo em sala de aula, o professor torna-se capaz de provocar mudanças importantes na aquisição de conhecimentos e habilidades de todos os seus alunos.

Exemplos práticos? Todo professor sabe que seus alunos com Transtorno do Déficit da Atenção(TDA) precisam ter em média um terço a menos de tarefas a realizar em uma prova ou exercício que seus colegas ou precisam de cerca de 50% a mais de tempo para poder concluir as mesmas lições. Isso é importante para o aluno, para a dinâmica de toda classe e para a auto-estima do próprio professor, pois consegue bom resultado em seu trabalho !

Assim também uma criança com dislexia não deve ser chamada para ler em voz alta para a classe e a agenda das lições de casa deve ser entregue a ela digitadas, para que sua dificuldade em copiar do quadro-negro não a constranja diante dos colegas e ela consiga fazer seus deveres em casa sem problemas na hora de ler os enunciados.

Um outro detalhe a pesquisar quando se procura uma nova escola é o limite de alunos que esta aceita matricular por classe e o número de alunos com dificuldades que são aceitos por turma, pois evidentemente isso vai influir na atenção do professor às crianças e no rendimento pedagógico de todos .

Escola de boa qualidade é a escola que oferece as melhores condições de aprendizagem para todas as crianças e que tem, inclusive, condições de atender alunos com necessidades especiais. Por isso, seu compromisso primordial é o respeito às diferenças individuais durante a aprendizagem e na hora de avaliar cada criança pelos progressos que alcança e não só comparativamente com o grupo.

Importante é ainda lembrar que Educação Inclusiva também exige uma família que siga esses princípios de aceitação, respeito e apoio aos seus filhos com ou sem necessidades educativas especiais, proporcionando-lhes além de um ambiente seguro, afetivo, acolhedor, uma boa escola e sempre que necessário, a orientação e a intervenção de profissionais especializados em problemas de aprendizagem. * Pedagoga especialista em psicopedagogia e educação especial Editora da revista Psicopedagogia da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia)

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