sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O COMBATE À CEGUEIRA INFANTIL DEVE SER PRIORIDADE MUNDIAL

Dia do Cego (13/12) serve de alerta para a população que, quando bem esclarecida, desempenha papel fundamental na prevenção e no combate à perda precoce da visão

Cerca de 500 mil crianças ficam cegas anualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Do total, 80% morrem nos primeiros anos de vida por doenças associadas à visão. Apesar dos números, oftalmologistas brasileiros destacam que 60% dos casos
poderiam ter sido evitados ou tratados. "Estudo realizado em instituições para cegos, em São Paulo e Salvador, mostrou que as principais causas de cegueira infantil tratável ou prevenível são glaucoma congênito, seguido da retinopatia da prematuridade, da síndrome da rubéola congênita e da catarata congênita - que juntas
correspondem a 45% do total das doenças oculares em crianças",informa a oftalmologista Larissa Pedroso, do Inob, em Brasília.

O glaucoma congênito ou infantil, que lidera o ranking, pode já estar presente no nascimento ou surgir nos primeiros anos de vida. É uma condição causada por má formação, levando ao aumento da pressão do olho. "Os sintomas clássicos são lacrimejamento, crescimento do diâmetro ocular, fotofobia, espasmos e edema corneano. O crescimento do globo ocular só ocorre quando a doença inicia-se em crianças de até três anos. A partir daí o surgimento do glaucoma não causa
sintomas tão evidentes, mas a cegueira é inevitável sem o acompanhamento adequado", destaca a especialista.

O tratamento deve ser indicado imediatamente após o diagnóstico, que ocorre até o primeiro ano de idade em 80% dos casos. Colírios funcionam apenas como terapia coadjuvante e merecem grande atenção no que diz respeito aos efeitos colaterais. "Os alpha-agonistas, por exemplo, não devem ser prescritos aos recém-nascidos, sendo
utilizados apenas em crianças com mais de quatro anos de idade",orienta Dra. Larissa. A primeira opção cirúrgica para pacientes acima de um ano de idade é a trabeculectomia, que consiste na drenagem e no alívio da pressão intra-ocular.

A patologia também pode ser originada de causas externas, sendo uma das mais comuns o uso indiscriminado de medicamentos à base de corticosteróides, amplamente usados para o controle das alergias, da asma e das doenças reumatológicas. É fundamental o controle periódico da pressão intra-ocular em crianças sob longos tratamentos com
corticosteróides.

Uma criança que possui uma doença ocular grave como o glaucoma congênito terá melhor prognóstico visual e melhor qualidade de vida o quanto antes receber o tratamento adequado. O resultado em longo prazo tem melhorado com o aprimoramento das técnicas e materiais cirúrgicos, além da melhora na qualidade dos medicamentos. "Cabe
ainda destacar a importância do pré-natal e da avaliação oftalmológica em todos os recém-nascidos", conclui a oftalmologista.

Carla Furtado
AthenaPress | Unidade do Grupo Athena
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