sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Vamos pensar sobre o assunto!

Empresa não é ONG.
Os Desafios Da Responsabilidade Social das Empresas

Luiz Marins

Aqui está uma grande discussão. Deve a empresa assumir responsabilidade pelos problemas da sociedade? Isso não deve ser deixado para os governos? Por que, afinal, sentir-se responsável socialmente?

Uma coisa é preciso que fique muito clara. O objetivo da empresa seja ela qual for, é maximizar resultados. Uma empresa não é uma instituição de caridade, nem uma associação de amparo aos desempregados. Uma empresa não é uma ONG. Então, novamente, a pergunta: Deve a empresa sentir-se socialmente responsável?

Para ser bem sincero, sem rodeios, a grande verdade é que a empresa, hoje, tem que sentir-se socialmente responsável por uma questão de mercado, de marketing. E as razões são as seguintes:

A primeira razão é que o número de concorrentes a cada dia que passa é cada vez maior. Tenhamos a empresa que tivermos, nos ramos que atuarmos, a concorrência está simplesmente enorme. Até universidades estão sentindo a concorrência globalizada. Existem mais de vinte instituições universitárias estrangeiras oferecendo cursos para brasileiros, no Brasil. O participante recebe o mesmo diploma válido no exterior, sem sair do Brasil. Assim, USP, PUC, FGV, etc. estão sentindo o peso da competição. Nada, absolutamente nada, está fora da competição global.

A segunda razão é que a qualidade dos produtos e serviços concorrentes, a cada dia que passa, se torna mais equivalente entre os concorrentes. Desde refrigeradores até convênios de saúde e seguros de vida estão competindo com empresas globais competentes. Peter Drucker diz que qualidade nem se discute mais. Ou você tem qualidade ou já está morto – talvez ainda não esteja deitado, mas já morreu! Ele diz que “qualidade é o cacife para você sentar-se à mesa do jogo”. Se você não tiver qualidade, nem conseguirá começar a jogar. Qual é o “melhor banco?” Não serão todos bons? Qual a grande diferença entre as inúmeras marcas de automóvel? Existe hoje uma geladeira que não “gele”? Ou uma televisão que não “pegue os canais todos?”

A terceira razão é quando qualidade começa a ser equivalente – por processos tecnológicos equivalentes e conhecidos – preços começam a ser iguais ou semelhantes. Assim, um convênio de saúde com tal e qual empresa tem, basicamente, o mesmo custo que um concorrente. A taxa de um banco igual à taxa de outro banco concorrente.

A pergunta é:

Quando eu, cliente, tenho a seguinte percepção:
“Tem muita empresa me querendo. Tem muito banco me querendo como cliente. Tem muita maionese me querendo...”
O que fará com que eu compre desta ou daquela empresa?
O que fará com que eu escolha este ou aquele produto?
O que fará com que eu opte por este ou aquele plano de saúde?

E embora, por enquanto, tenhamos uma certa dificuldade em acreditar, o cliente daqui para frente, optará pela empresa que for mais socialmente responsável. Optará pela empresa que tiver um diferencial que não será mais o “produto” em si.

Assim, a “empresa” tem que ser diferente.

Nossas pesquisas da Anthropos Consulting e tantas outras pesquisas no mundo inteiro têm mostrado que, embora nem sempre o cliente consiga verbalizar a razão da escolha de uma empresa ou de um produto, a verdade é que essa escolha foi feita pela visão social e responsabilidade social que essa empresa demonstra. Seja na proteção ambiental, no amparo a projetos de inclusão social, seja por ser uma empresa que trata melhor seus próprios funcionários.

Assim, a grande razão “empresarial” para que uma empresa seja socialmente responsável não é “filantropia” ou “consciência social elevada” como sempre queremos fazer crer. A grande razão é que as empresas socialmente responsáveis terão maiores resultados financeiros, de mercado, de caixa.

Se isso pode “chocar” muitas pessoas que acham que as empresas deveriam ser socialmente responsáveis por um elevado sentimento de cidadania, pergunto, por que só agora as empresas estão realmente preocupadas com o social?

A resposta é clara. Trata-se de uma questão de sobrevivência.

Assim, antes que seja tarde e sua empresa vá a reboque dos concorrentes, pense nisso. Sucesso!!

www.anthropos.com.br

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