sábado, 22 de novembro de 2008

CRISE FINANCEIRA: COMO A SITUAÇÃO ABALA A MENTE E O EQUILÍBRIO DAS PESSOAS

Terapeuta mostra caminhos para enfrentar este momento conturbado

A atual crise econômica não abala somente as finanças das empresas,mas também os alicerces internos dos indivíduos sejam eles pequenosmédios ou grandes investidores.

A sociedade sempre fomentou a crença nas forças e na potência das instituições financeiras como forma de vencer, crescer e ser admirado.
Logo, as pessoas direcionam sua energia na busca incessante pelo reconhecimento alcançado através do sucesso financeiro.

"Durante toda a vida os cidadãos do mundo foram levados a acreditar na importância do 'ter' e, de uma hora para outra, as pessoas percebem que esses valores podem estar fadados ao fracasso", explica a Dra.
Dorli Kamkhagi, Psicóloga Responsável do Gender Group do Amadurecimento do serviço de Psicoterapia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Segundo a terapeuta, a crise permite maiores reflexões e transformações nas pessoas despertando questões como "quem eu sou, realmente, quais os meus valores, o que eu posso e quero dar ao meu semelhante." Neste momento em que as crenças começam a ser checadas, parece haver um lugar onde sempre e cada vez mais as pessoas podem se
reinventar, onde estão locadas a amorosidade e a criatividade.

Este também é um caminho na busca de soluções que permitam reencontrar a pessoa que havíamos esquecido nos porões do nosso passado. Aquela pessoa espontânea, cheia de afeto e que precisou mudar para ser aceita.

Bem, todos podem ter rosto mudado por computadores, mas e a alma? A essência? Será que é tão fácil mudar? Talvez o símbolo deste novo momento mundial seja o famoso Dorian Gray, o corrompido personagem de Oscar Wilde, destruído por seu narcisismo.

"Esta crise oferece a oportunidade das pessoas olharem para dentro de si mesmas e verem algo que não é apavorante e perceberem a importância de fazerem pactos de amor, de crescimento e sobretudo de transformação. Talvez os novos paradigmas falem mais do ser em detrimento do ter".

Integrante do Board of Directores da Internacional Association of Group Psychothetapy and Group Process, a psicanalista Dorli Kamkhagi é professora doutora e atende no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo, onde é psicóloga Responsável do Gender Group do Amadurecimento do serviço de Psicoterapia do Instituto de Psiquiatria, e em sua clínica localizada na avenida Angélica, 2530, telefone (11)3231-3555.

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