segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

DESPERDÍCIO -Comida Jogada Fora


O país de 46 milhões de famintos perde cerca de 35% de todas as frutas e verduras que produz. Estudos da Embrapa mostram que o custo do alimento não aproveitado é alto

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Maria Clarice Dias
Da equipe do Correio Brasiliense 31/03/2003

Mal o dia amanhece na ceasa, em Brasília, e o desperdício pode ser visto em todas as partes. Da safra de 15,7 milhões de toneladas de hortaliças em 2002, 5,5 foram para o lixo

Os índices de desperdício de alimentos no Brasil, um país com 46 milhões de famintos, batem recordes mundiais. Estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Centro de Agroindústria de Alimentos mostra que o brasileiro joga fora mais do que aquilo que come. Em hortaliças, por exemplo, o total anual de desperdício é de 37 quilos por habitante. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, nas dez maiores capitais do Brasil, o cidadão consome 35 quilos de alimentos ao ano — dois a menos do que o total que joga no lixo. ‘‘Num país com tantos famintos como é o Brasil, esse desperdício é inadmissível’’, avalia o químico industrial e responsável pela pesquisa, Antônio Gomes.

O trabalho de Gomes e outros estudos brasileiros evidenciam que a média de desperdício de alimentos no Brasil está entre 30% e 40%. Nos Estados Unidos, esse índice não chega a 10%. Não há estudos conclusivos que determinem o desperdício nas casas e nos restaurantes, mas estima-se que a perda no setor de refeições coletivas chegue a 15% e, nas nossas cozinhas, a 20%.

A perda de alimentos, na maioria das vezes, ocorre por despreparo das pessoas do ramo da agroindústria e dos consumidores. Na hora da colheita, a uva é arremessada lá do alto da parreira para o chão, sem amortecedor. No transporte, as bananas vêm amassadas pelas caixas de madeira empilhadas umas sobre as outras. Nos centros atacadistas, os abacaxis que vieram amontoados nos caminhões continuam amassados no balcões de venda.

Nos mercados, os consumidores (em especial as mulheres) amassam a cebola com as mãos, enfiam a unha no chuchu e quebram a ponta da vagem para checar se o produto tem qualidade. Se o alimento não agradar à exigente compradora, o destino da cebola, do chuchu ou da vagem é o lixo. Ninguém vai querer uma comida amassada ou quebrada.

Do total de desperdício no país, 10% ocorrem durante a colheita; 50% no manuseio e transporte dos alimentos; 30% nas centrais de abastecimento; e os últimos 10% ficam diluídos entre supermercados e consumidores.

Há cálculos que escancaram o prejuízo social do descuido com a comida. Em 2002, por exemplo, a safra de hortaliças foi de 15,743 milhões de toneladas, que valem em torno de US$ 2.564 milhões. Considerando a perda média de 35% desses alimentos, estima-se que mais de 5,5 milhões de toneladas deixaram de alimentar os brasileiros. Para a sociedade, um prejuízo de US$ 887 milhões. Esse desperdício ajudaria a matar a fome de 53 milhões de pessoas no Brasil.

Perda maior
Quem paga a conta do desperdício é o consumidor. Um grupo de pesquisadores da Embrapa Hortaliças, com sede no Distrito Federal, dedicou-se a colocar na ponta do lápis o valor do desperdício que é repassado do vendedor de varejo ao comprador final. Os técnicos fizeram visitas semanais a quatro supermercados da mesma rede varejista do DF durante o ano de 1999 e estudaram o repasse no preço final do tomate, do pimentão e da cenoura. Os resultados estão prontos para serem publicados na revista Ciência e Tecnologia, da Embrapa.

O caso do tomate é o mais grave. A perda média do fruto, conforme o levantamento da Embrapa Hortaliças, foi de 30%. Durante o ano da pesquisa, o fornecedor recebeu o tomate por R$ 0,94 o quilo; os consumidores pagaram R$ 1,50. O vendedor, além do lucro e dos custos de produção, cobrou cerca de R$ 0,28 por quilo ao comprador para compensar a perda com os alimentos que ele não conseguiu vender porque ficaram estragados desde a colheita. As médias de repasse para o pimentão e cenoura foram de 40% e 21%, respectivamente.
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Em 2003 já tinhamos estes números já elevadíssimos, será que hoje alguma coisa já melhorou?Um país que tem tanta gente passando fome, desempregado, é triste este despedício de comida.
Vamos ser mais conscientes e respeitar a natureza e o Ser Humano, que talvez esteja do seu lado passando fome e voce não consegue ver.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Mercado de Trabalho


Está procurando emprego?
Se está como muitas pessoas no país, deve pensar que não é so conseguir um emprego para poder pagar suas contas.Além da necessidade de sobrevivência que é crucial, temos que avaliar tambem oque temos a oferecer para o mercado de trabalho, qual nosso diferencial de outros candidados, porque a empresa tem de escolher voce e não outro candidato?Em que voce se distaca? em que voce é melhor?
Puxa se voce até hoje nãos sabe identificar onde tem o seu melhor, como acha que os outros poderão classificar suas qualidades?
Ou melhor já sabe qual seus defeitos?
Faça uma autobiografia da sua pessoa, como sou na empresa, como me relaciono com outras pessoas no trabalho.Tenho um perfil profissional.
Quando for em uma entrevista, pense em se vestir discreto, pouca maquiagem, postura de quem tem a oferecer a empresa.
Não chegue como um derrotado na entrevista.Mas tambem não vá com ar arrogante e se achando o super super profissional.Seja humilde com moderação.
Tudo na vida tem de ter bom senso.Vá em busca de um trabalho, mas seja coerente nas atitudes e posturas no trabalho.Cuidado com a fofoca, o leva e tras de informação isso não leva a nada.
Seja simples, mas tenha foco de objetivos.Não desista de ser feliz.
Conforme informações, o mercado está aquecido é está em busca de bons profissionais.Prepare-se vá a luta e tenha garra.Não desista na metade do caminho.Seja persistente, não é por causa de um Não que voce ficará deprimido.Vá atras do Sim,ele vai acontecer.
Boa Sorte!
Tenha Fé acredite em Deus e em voce!

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Patrocínio cultural -OI

Saiu o resultado dos projetos selecionados pela OI para 2008.
São projetos culturais, teatro, dança, exposição.
Se voce participou consulte no site
www.oi.com.br/patrocinios2008

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Novos conceitos -Uso correto da água em prédios

Novos prédios implantam ações favoráveis ao ambiente
Condomínios ecológicos são uma nova tendência no mercado imobiliário. Soluções para o uso de água, energia elétrica e reciclagem de lixo já surgem nos lançamentos. Mas agora, construtoras e incorporadoras querem tornar seus empreendimentos ´verdes´ do início da obra até a entrega e ocupação. E começam a buscar certificação de sustentabilidade.

Pelo menos dois lançamentos pleiteiam o selo Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), na capital. O certificado norte-americano, criado pela ONG Green Building Council (GBC), se firmou na certificação de prédios comerciais e começa a entrar no ramo residencial no Brasil. Várias empresas de consultoria como SustentaX, Cushman e CPE estão cadastradas como representantes da GBC no País para orientar esses processos.

Um dos empreendimentos candidatos ao selo é o Ecolife Independência, do Grupo Esfera, que será levantando no Ipiranga, zona sul. Outro é o The Gift, das empresas Even e Quality, que será construído na Granja Julieta, zona sul. ´O condomínio ecológico é apoiado no tripé: racionalização dos recursos naturais, como energia, gás e água; tratamento de resíduos; e qualidade de vida´, explica o engenheiro Luiz Fernando Lucho do Valle, presidente do Grupo Esfera.

No condomínio Ecolife Independência, o uso racional da água é uma das principais preocupações. ´A água é o recurso mais importante, com risco de haver colapso no futuro. É mais importante do que petróleo´, diz.

No projeto do condomínio, o reuso da água será feito em dois níveis. O líquido que sai do lavatório deve ir para uma estação de tratamento de esgoto instalada no subsolo, onde será limpa e receberá uma coloração azul para depois voltar aos vasos sanitários. ´A partir de um certo momento, não se usa mais a água da rua para dar descarga´, afirma. Também a água da chuva será coletada e armazenada para depois irrigar as plantas.

Medidores individuais de água e gás nos apartamentos serão instalados em todas as unidades . ´Promove uma consciência maior e um controle maior do uso e do gasto´, diz Valle. As torneiras receberão temporizadores e as caixas dos vasos sanitários terão dois acionadores, um para líquido, que dispenas dois litros de água, e outro para sólido, que usa seis litros. Os chuveiros terão redutores de pressão e aquecimento a gás.

No empreendimento The Gift, o uso consciente da água também é uma das preocupações. Nas unidades, todas as torneiras e chuveiros terão redutores de vazão. ´Estamos estudando o reúso para irrigação´, afirma o engenheiro Silvio Gava, diretor técnico da construtora Even.

Os materiais usados na obra e o controle de resíduos também terão atenção especial. Toda madeira usada terá selo de certificação e o lixo será reciclado e mandado para cooperativas, o que deve gerar receita para o próprio condomínio.

Quanto à economia de energia, uma das soluções serão as janelas com persianas recolhíveis. ´A de duas folhas só abre a metade da janela. A recolhível abre inteiramente, dá conforto ambiental e evita que se ligue a lâmpada de dia´, explica Gava.

Fonte: O Estado de São Paulo, 16/9/2007

Novos conceitos -Uso correto da água em prédios

Novos prédios implantam ações favoráveis ao ambiente
Condomínios ecológicos são uma nova tendência no mercado imobiliário. Soluções para o uso de água, energia elétrica e reciclagem de lixo já surgem nos lançamentos. Mas agora, construtoras e incorporadoras querem tornar seus empreendimentos ´verdes´ do início da obra até a entrega e ocupação. E começam a buscar certificação de sustentabilidade.

Pelo menos dois lançamentos pleiteiam o selo Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), na capital. O certificado norte-americano, criado pela ONG Green Building Council (GBC), se firmou na certificação de prédios comerciais e começa a entrar no ramo residencial no Brasil. Várias empresas de consultoria como SustentaX, Cushman e CPE estão cadastradas como representantes da GBC no País para orientar esses processos.

Um dos empreendimentos candidatos ao selo é o Ecolife Independência, do Grupo Esfera, que será levantando no Ipiranga, zona sul. Outro é o The Gift, das empresas Even e Quality, que será construído na Granja Julieta, zona sul. ´O condomínio ecológico é apoiado no tripé: racionalização dos recursos naturais, como energia, gás e água; tratamento de resíduos; e qualidade de vida´, explica o engenheiro Luiz Fernando Lucho do Valle, presidente do Grupo Esfera.

No condomínio Ecolife Independência, o uso racional da água é uma das principais preocupações. ´A água é o recurso mais importante, com risco de haver colapso no futuro. É mais importante do que petróleo´, diz.

No projeto do condomínio, o reuso da água será feito em dois níveis. O líquido que sai do lavatório deve ir para uma estação de tratamento de esgoto instalada no subsolo, onde será limpa e receberá uma coloração azul para depois voltar aos vasos sanitários. ´A partir de um certo momento, não se usa mais a água da rua para dar descarga´, afirma. Também a água da chuva será coletada e armazenada para depois irrigar as plantas.

Medidores individuais de água e gás nos apartamentos serão instalados em todas as unidades . ´Promove uma consciência maior e um controle maior do uso e do gasto´, diz Valle. As torneiras receberão temporizadores e as caixas dos vasos sanitários terão dois acionadores, um para líquido, que dispenas dois litros de água, e outro para sólido, que usa seis litros. Os chuveiros terão redutores de pressão e aquecimento a gás.

No empreendimento The Gift, o uso consciente da água também é uma das preocupações. Nas unidades, todas as torneiras e chuveiros terão redutores de vazão. ´Estamos estudando o reúso para irrigação´, afirma o engenheiro Silvio Gava, diretor técnico da construtora Even.

Os materiais usados na obra e o controle de resíduos também terão atenção especial. Toda madeira usada terá selo de certificação e o lixo será reciclado e mandado para cooperativas, o que deve gerar receita para o próprio condomínio.

Quanto à economia de energia, uma das soluções serão as janelas com persianas recolhíveis. ´A de duas folhas só abre a metade da janela. A recolhível abre inteiramente, dá conforto ambiental e evita que se ligue a lâmpada de dia´, explica Gava.

Fonte: O Estado de São Paulo, 16/9/2007

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Empresa e parceria ainda em busca


O projeto Viver Vida, é uma idéia de transformar a comunidade local, principalmente com referencia a Educação lnfantil, um local de qualidade, para que as crianças que frequentem tenham recreação e educação compatível com sua faixa etária, ainda um projeto virtual.
Mais um dos módulos do projeto trata-se a montagem de salas com informática para acesso a inclusão digital, e outros cursos a serem formatados de acordo com a disponibilidade de investimento.
Tudo no papel é possível.Como no papel voce pode criar o que quiser, tranformar recriar, montar e desmontar.Mas na vida a realidade é bem diferente pecisamos ter planejamento, caixa real, pois tudo precisa de investimento.
Mas qualquer trabalho precisa ter perseverança e metodologia e aplicação.
São as diretrizes do Projeto, não vamos abandonar a idéia, pois o projeto é importante para a região.
Hoje espaços gratuítos para a comunidade, precisam ser incentivados.O reforço escolar é importante como complemento dos estudos da sala de aula.
Espero que tenhamos investimento para que o projeto seja bem sucedido.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Responsabilidade social - empresas apostam na educação de jovens


A educação é, de longe, o foco principal do investimento social feito por empresas socialmente responsáveis no Brasil. E dentro dela, os ensinos fundamental e médio têm recebido atenção prioritária. Censo recente do grupo de Institutos,Fundações e Empresas (GIFE),revela que 80% dos seus 101 associados investem em ações como capacitação de professores,tecnologias sociais e complementação escolar, o que corresponde a R$ 300 milhõesanuais colocados na melhoria da qualidade da escola para crianças de 7 a 14 anos e jovens
até 24 anos. “Há hoje um consenso de que a educação constitui um dos mais importantes instrumentos para o desenvolvimento com justiça social e que representa a causa de muitos dos nossos problemas sociais. Atuar na causa e não no sintoma é traço diferencial do investimento social privado em relação à filantropia", afirma Fernando Rossetti, secretário-geral do GIFE.

Na avaliação do executivo, os investimentos geralmente buscam complementar o ensino das escolas públicas ou colaborar para qeu funcionem melhor, com novas tecnologias, métodos e sistemas de gestão mais eficazes. Nesse sentido, se mostram sintonizados com um quadro que se caracteriza por dificuldades de acesso, permanência e sucesso escolar. A ênfase dos institutos e fundações no ensino fundamental, segundo Rossetti, acompanha o foco adotado pelas principais políticas públicas de educação. E o investimento no público jovem reflete o interesse por um segmento visto como vulnerável, que sofre na pele o desemprego e a violência.

BOAS RAZÕES PARA INVESTIR
Segundo Rossetti, uma segunda razão para o crscente aumento dos investimentos de empresas em educação se deve à constatação de que anda em falta o capital humano qualificado de que elas dependem para atuar. "O sistema público não está fornecendo profissionais capazes de assegurar o bom nível de competitividade das empress brasileiras em um mundo globalizado", diz. A diretora-presidente da ONG CENPEC, Maria Alice Setúbal, especializada em educação, concorda. "As empresas sabem que para o sucesso de seus negócios precisam de gente qualificada, o que só vai ocorrer se crianças e jovens tiverem oportunidades educacionais de qualidade", afirma.

Para uma empresa, a má formação escolar compromete, pro exemplo, a capacidade de o funcionário compreender um manual de instruções, normas de qualidade e de segurança ou de acompanhar cursos de treinamento. "Há várias formas de uma empresa colaborar com a educação. Pode investir em projetos específicos de tecnologia, artes ou ciencias ou até mesmo apoiar uma escola próxima. Vale destacar, nesse caso, que esse apoio deve se dar a partir das necessidades da escola e de forma respeitosa à sua cultura. De nada adianta chegar impondo novos modelos de gestão que deram certo no mercado sem levar em conta a realidade da escola. Recursos para reformas, construção de laboratórios e bibliotecas também são sempre bem-vindos", completa Maria Alice.

Prova de que o tema dissemina nas empresas é o grande número de campanhas, programas e pactos regionais e nacionais de educação comandados por líderes empresariais. Se antes os investimentos privados eram pontuais, agora decorrem de alianças estratégicas. O Compromisso Todos Pela Educação é uma dessas iniciativas. Lançado em setembro de 2006, o movimento criado por um grupo que tem, entre outros, Jorge Gerdau Johannpeter Grupo Gerdau) e Milú Vilella (acionista do Banco Itaú ), estabeleceu cinco metas para 2022 e trabalha firme para tornar a educação uma espécie de paixão nacional. “Nosso movimento não encontraria eco se não houvesse um contexto favorável. Pela primeira vez, gestores públicos, organizações da sociedade civil e empresas estão alinhados em relação à necessidade de transformar a educação em política de Estado. Hoje compreende-se que melhorar a educação pode produzir impacto positivo sobre o crescimento econômico, geração de renda, segurança pública e cidadania”, afirma Priscila Cruz, coordenadora executiva do Todos Pela Educação.

Segundo Priscila, o movimento não tem a pretensão de dizer em quais projetos educacionais as empresas devem investir. Apenas orienta que o façam com foco no resultado para o aluno. “O grave quadro da educação brasileira não permite desperdício de recursos em ações que não gerem melhoria da qualidade da educação. As estratégias de investimento privado podem ser diferentes. Mas o horizonte deve ser comum, tendo como objetivo mais elevado tudo aquilo que promova a aprendizagem.” Para a executiva, ações voltadas para a formação de professores, reforço escolar e retenção de alunos na escola são muito necessárias. As de gestão escolartambém. Se estivesse no comando de uma fundação, Priscila concentraria os investimentos em alfabetização, período que oferece às crianças as condições necessárias para que
permaneçam, com sucesso, na escola. “Hoje, no Brasil, apenas 4,8% das crianças de quarta série estão plenamente alfabetizadas. Na oitava série, não chegam a 10%”, conclui.

APOIO EM GESTÃO
Estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgado em dezembro de 2006, mostra que as escolas com melhor desempenho na Prova Brasil do Ministério da Educação foram aquelas em que a gestão incorporou regras simples, como escolher diretores de forma criteriosa, acompanhar o aluno individualmente e combater a evasão escolar, atuando junto à família. Por isso,atributos típicos do setor privado,como visão de planejamento e ênfase em eficiência e eficácia, aliados ao desenvolvimento de novas alternativas pedagógicas, podem fazer a diferença em favor da qualidade das ações educacionais do País e inf luenciar políticas públicas. “Às empresas cabe o papel de apoiar o setor público, acompanhá-lo e cobrá-lo. É uma relação de parceria, para a qual contribuímos com nossa liberdade de criar novas soluções”, diz Antonio Matias, vice-presidente da Fundação Itaú Social, que investe R$ 40 milhões anuais em educação. Claudia Calais, coordenadora da Fundação Bunge, concorda. “Não precisamos inventar a roda, temos que fazê-la girar adequadamente. Deve existir uma relação de parceria e de compartilhamento de recursos com os governos”, afirma.

Denise Aguiar, diretora da Fundação Bradesco, tem uma opinião complementar. “Não adianta esperar o ministério resolver tudo. O governo precisa ampliar o valor do investimento em educação saltando dos atuais 4% para pelo menos 7% do PIB. Nós, fundações, temos que fazer a nossa parte, investindo o melhor de nossos recursos em experiências educacionais que sirvam de exemplo e contaminem positivamente todo o sistema público”, diz ela, que administra 40 escolas próprias em todo o Brasil, mais de 108 mil alunos e R$ 183 milhões por ano.

Beatriz Johannpeter, diretora do Instituto Gerdau, acha que investimentos em ensino de qualidade são os de melhor custo-benefício porque melhoram a vida de todos. “Ganhamos os indivíduos, a sociedade e também as empresas, que passam a ser mais competitivas no mercado global”, aposta a executiva do instituto que investe em projetos de gestão de qualidade, cultura, esporte, educação ambiental e apoio ao ensino formal. Em 2006, apenas as atividades focadas em melhoria da qualidade de ensino consumiram R$ 7,8 milhões do Grupo Gerdau.

Para algumas empresas com atuação capilarizada em vários municípios, como é o caso da Companhia Vale do Rio Doce, a educação exerce papel decisivo no processo de desenvolvimento local sustentável. Além de promover a cidadania, mobiliza as comunidades, reforça o tecido social e prepara a força de trabalho, gerando uma melhor condição de vida para todos. “A elevação do nível educacional influencia a produtividade, a empregabilidade e o empreendedorismo”, diz Olinta Cardoso, diretora da Fundação Vale do Rio Doce, que em 2007 planeja investir mais de R$ 39 milhões em diferentes projetos voltados para a melhoria da qualidade educacional de escolas públicas, alfabetização de adultos, aceleração de aprendizagem,inclusão digital e formação profissional. Nos últimos anos, cerca de 1,7 mil jovens participaram dos programas de capacitação da FVRD. Destes, 1,4 mil foram efetivados na empresa. “Nossos projetos foram desenhados nos locais a partir da realidade, da cultura e da identidade dos 5,5 mil municípios nos quais atuamos e com os quais estabelecemos um compromisso de desenvolvimento responsável. Como temos um compromisso de longo prazo, precisamos pensar algumas gerações adiante. A educação é a base para isso”, completa.

* Matéria de autoria de Ricardo Voltolini, da Revista Idéia Social, publicada no caderno Responsabilidade Social, da Gazeta Mercantil em 10/07/2007.

Coronavírus e pets: animais de estimação no ambiente doméstico precisam de atenção especial

Mesmo que não sejam portadores do vírus, eles podem transportá-los pelas patas ou pelo. Ainda que não existam informações conclusivas so...